Receber o diagnóstico de Doença Renal Crônica (DRC) assusta qualquer tutor. Mas hoje, com o avanço da medicina veterinária, sabemos que é totalmente possível oferecer uma vida longa e confortável ao pet. E o "remédio" mais importante e poderoso de todo o tratamento está no pote de comida: a ração terapêutica.
Muitas vezes, por dó de ver o pet comendo uma ração diferente, o tutor acaba oferecendo um pedaço de carne, um bifinho ou a ração antiga para agradar. Mas você sabia que isso pode estar silenciosamente prejudicando o animal?
O vilão invisível: O Fósforo
As rações comuns de manutenção e a maioria dos petiscos e carnes são riquíssimos em fósforo. Em um pet saudável, os rins filtram o excesso e o eliminam através da urina. Porém, em um rim que já está doente, essa filtragem falha.
O acúmulo contínuo de fósforo na corrente sanguínea age como uma verdadeira toxina: ele causa náuseas constantes, úlceras na boca, perda severa de apetite e acelera a destruição das células renais que ainda estão funcionando.
Proteína: Qualidade importa mais que quantidade
O outro grande desafio é a proteína. Digerir proteínas gera "lixo" metabólico (como a ureia), que o rim precisa limpar. As rações terapêuticas renais possuem um nível de proteína reduzido, porém de altíssima qualidade biológica.
Isso garante que o corpo consiga absorver todos os nutrientes essenciais para que o pet não perca massa muscular (não fique magrinho demais), mas reduz drasticamente a quantidade de "lixo" que os rins terão que lidar.
Como fazer a transição?
Tanto cães quanto gatos renais costumam ficar com o paladar mais exigente e enjoado. O segredo do sucesso não é forçar de uma vez.
A introdução da nova dieta deve ser muito lenta, misturando gradativamente a nova ração terapêutica com a ração antiga ao longo de 7 a 10 dias. Muitas vezes, esquentar levemente os sachês renais ajuda a liberar mais aroma, incentivando o pet a comer.
A nutrição salva vidas. Precisa de orientação sobre qual ração oferecer ou como lidar com o apetite caprichoso do seu cãozinho ou gato renal? Aqui na Agro Curió estamos prontos para traçar a melhor estratégia alimentar para ele.
Perguntas Frequentes sobre Ração Renal
Por que não posso dar petiscos comuns ou carne para meu pet com doença renal?
Petiscos comuns e carnes são muito ricos em fósforo. Em um pet com doença renal, os rins não conseguem filtrar esse excesso, que age como uma toxina no sangue, causando náuseas, perda de apetite e acelerando a destruição das células renais.
Qual a diferença da ração terapêutica renal para a ração comum?
A ração terapêutica renal possui níveis rigorosamente controlados de fósforo para proteger os rins e contém proteínas reduzidas, porém de altíssima qualidade. Isso garante a nutrição do pet e diminui a sobrecarga de lixo metabólico que os rins precisam processar.