Seguindo firmes em nossa campanha do Maio Amarelo, após debatermos a importância de passeios seguros com guia nas ruas, chegou o momento de olharmos para dentro dos nossos veículos. Levar o seu melhor amigo num passeio de carro ou numa viagem de fim de semana é maravilhoso, mas exige muita responsabilidade.
Infelizmente, a prática de transportar animais soltos no banco de trás, no colo do motorista ou com a cabeça para fora da janela ainda é muito comum, infelizmente. Vamos entender por que essas atitudes colocam a vida do seu pet e da sua família em perigo iminente.
A Física por trás do perigo
Durante uma freada brusca ou uma colisão, o peso de qualquer objeto ou corpo solto dentro do carro é multiplicado pela inércia. Um cão de apenas 10 kg, num impacto a 50 km/h, pode ser projetado para a frente com uma força equivalente a cerca de 300 kg.
As consequências de um animal solto ser arremessado contra o para-brisa ou contra a nuca dos passageiros da frente são muito graves e, na maioria das vezes, fatais. Além disso, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), transportar animais à sua esquerda ou entre os braços e pernas gera multa e pontos na carteira.
Os Equipamentos de Segurança Ideais
- Caixa de Transporte Rígida: A opção mais segura, indispensável para gatos e excelente para cães de pequeno porte. A caixa deve ficar presa pelo cinto de segurança no banco de trás e precisa ser espaçosa o suficiente para o pet dar uma volta em torno de si mesmo.
- Cinto de Segurança para Pets: Para cães maiores, este é um adaptador que se encaixa na trava original do veículo. Atenção: O cinto pet deve ser preso EXCLUSIVAMENTE a um peitoral modelo colete. Prender o cinto numa coleira de pescoço causa enforcamento ou fratura cervical numa freada.
- Cadeirinha Pet (Assento): Semelhante à cadeirinha de bebê, prende-se ao encosto de cabeça do banco traseiro. É ideal para animais de pequeno porte que ficam mais tranquilos podendo observar o movimento pelas janelas de forma segura.
Preparando-se para a Estrada
Antes de planejar a próxima viagem de fim de semana, reserve alguns dias para adaptar o seu pet ao equipamento de segurança gradualmente, associando a caixa de transporte ou o cinto a petiscos e momentos positivos.
Lembre-se também de que a saúde clínica é a primeira barreira contra problemas na estrada. A equipe da Agro Curió Clínica Veterinária está pronta para realizar o check-up preventivo do seu parceiro e orientar sobre medicações contra enjoos durante longos percursos!
Seu pet merece cuidado especializado, carinho e atendimento de excelência em cada momento, inclusive nas viagens. Que tal agendar uma consulta com nossas especialistas em veterinária e garantir mais saúde, conforto e bem-estar para quem faz parte da sua família? Entre em contato agora mesmo e agende consulta do seu pet com nossa equipe!
Perguntas Frequentes sobre Transporte de Pets
Posso levar o meu cachorro solto no banco de trás do carro?
Não. Além de ser uma infração de trânsito que gera multa e perda de pontos na carteira, um animal solto no veículo pode ser arremessado de forma fatal contra o para-brisa ou contra os passageiros durante uma freada brusca.
Qual é a maneira mais segura de transportar um gato no carro?
Gatos devem ser transportados exclusivamente dentro de caixas de transporte rígidas. A caixa deve estar bem posicionada no banco traseiro e presa firmemente pelo cinto de segurança do veículo.
Como usar o cinto de segurança para cachorros?
O cinto de segurança para pets (um adaptador que encaixa no engate do cinto do carro) deve ser preso única e exclusivamente a um peitoral (preferencialmente modelo colete). Nunca prenda o cinto na coleira de pescoço, pois isso pode causar enforcamento ou fratura cervical em caso de impacto.
Deixar o cachorro com a cabeça para fora da janela faz mal?
Sim, faz muito mal. Além do risco altíssimo do animal pular do carro em movimento ou bater em galhos e outros veículos, o vento forte causa ressecamento ocular grave, úlceras de córnea e inflamações no canal auditivo.